Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
Amar faz bem
O poeta Wladmir Apparicio Vieira escreveu: "Da vida, quero apenas conjugar o verbo Amar em todos os Tempos, Modos e Pessoas". Quando se ama, as dores do mundo ficam menos incômodas. As pessoas ficam mais bonitas, realizam melhor suas tarefas. Pergunte a uma pessoa que ama se ela tem problema. Ela dirá que sim, mas ela verá uma solução muito melhor, pelo simples fato de que Amar faz bem.
sábado, 22 de outubro de 2011
Decisão
Chega a hora que não temos mais escolha: é criar coragem e seguir adiante na escolha feita. É aí que a gente se despe de tudo, veste uma armadura e descobre que é outra pessoa.
Às vezes, melhor.
Quem decide que não vai mudar, volta no meio do caminho e busca os velhos hábitos. Esses, jamais poderão alegar peso de armadura, porque nunca largaram o medo.
Às vezes, melhor.
Quem decide que não vai mudar, volta no meio do caminho e busca os velhos hábitos. Esses, jamais poderão alegar peso de armadura, porque nunca largaram o medo.
Caminhos
O diabo desta vida é que entre cem caminhos, temos de escolher apenas um e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove.
Fernando Sabino em O Encontro Marcado
Fernando Sabino em O Encontro Marcado
Assinar:
Postagens (Atom)






